Você conversa sobre sexo com seu filho (a)?

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Sem dúvida nenhuma o diálogo entre pais e filhos sobre sexualidade está permeado por variadas dificuldades e contradições, que vão desde questões culturais e intrínsecas à cada fase de desenvolvimento da criança, até aquelas de ordem estritamente pessoal.

Entretanto, sempre é tempo se questionar: que tipo de pais vocês tem sido? Os do tipo que conversam sobre tudo, abrem o jogo e se sentem confortáveis ao abordarem assuntos como sexo, aborto, homossexualismo e gravidez; ou daqueles pais que por não se sentirem bem ou por não acharem conveniente, consideram esses tópicos fora de questão, não havendo, portanto, nenhum tipo de diálogo quanto a isso.

O ideal seria que todos os pais tivessem liberdade consigo próprios para poderem transmitir essas informações fundamentais aos filhos; mas, quando não é o caso, melhor é reconhecer isso e buscar outras soluções, porque não há nada pior do que falar algo que não se sabe ou que se aborda de forma timidamente ou exagerada, passando ao interlocutor seus próprios temores. Fornecer aos filhos bons livros e artigos sobre o tema é uma forma interessante de contornar essa timidez, desde que isso seja feito na hora em que o jovem demonstra interesse no assunto, e não como uma obrigação ou uma aula de didática ou de biologia.

Embora as orientações a respeito da sexualidade sejam papel dos pais, na maioria dos casos, isso fica sob função apenas da mãe, por ter mais proximidade ao filho, indiferente do gênero.

Entretanto, as conversas entre pais e filhos, dependem das experiências sexuais dos mesmos e da forma como foram educados pelos seus pais.

Muitos pais parecem esperar a aproximação de seus filhos para o diálogo sobre sexualidade de maneira natural. Todavia, como a vergonha fala de algo constrangedor, pode-se inferir que em algum momento da relação, e de forma velada, o assunto tenha sido tratado como um tabu, algo a ser silenciado.

A inexistência do diálogo entre pais e filhos pode impactar negativamente na sexualidade da criança, pois eles tendem a suprir essa falta esclarecendo dúvidas na internet, em revistas para o público juvenil, com seus pares ou até com desconhecidos. Ressalta-se também que, como consequência dessa ausência, a perda de oportunidade para o convívio, afetividade e intimidade familiar.

A comunicação entre pais e seus filhos entretanto, pode ser facilitada e apoiada por profissionais de educação e de saúde.

Para lidar com dimensões da sexualidade dos crianças e adolescentes é imperioso colocar de lado os preconceitos e que o diálogo seja francamente aberto, democrático e livre de coerções.

Afinal, a sexualidade é algo que se constrói e se aprende socialmente. Ela é ampla, difusa, complexa e fundamental no desenvolvimento da personalidade. Nas sociedades ocidentais foi, historicamente, estruturada, cercada por mitos e tabus os quais muitas vezes, na atualidade, se impõem como obstáculos à felicidade das pessoas. A vivência insatisfatória da sexualidade pode interferir no processo de aprendizagem, nos relacionamentos, na saúde mental e física dos sujeitos.

A comunicação ineficaz entre pais e filhos, acerca da sexualidade, é preocupante, pois pode colaborar para o aumento da vulnerabilidade dos jovens na medida em que se perde uma oportunidade privilegiada para informar adequadamente, sobre sexo seguro e os riscos de gravidez não planejada, infecção por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e AIDS.

Não obstante o fato da família ser considerada pela sociedade um local confiável para expor questões íntimas, alguns jovens preferem buscar informações até com desconhecidos, como citado anteriormente, ao invés de fazê-lo com seus familiares.

Esse tem sido o caso de seu filho (a)?. Se for reflita sobre sua intimidade familiar.

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